Vale a pena segurar sua motocicleta?

postado em 1 de mar de 2011 13:57 por José Souza   [ 1 de mar de 2011 14:01 atualizado‎(s)‎ ]

Comprar um automóvel está cada vez mais fácil. Para as motos não tem sido diferente. Hoje as concessionárias garantem facilidades de créditos para o consumidor interessando na aquisição de uma moto. Parcelamentos e, até mesmo, isenção de pagamento de entrada, são alguns dos fatores que colaboram com o grande crescimento da frota de motos no Brasil.

No entanto, para segurar uma moto tem sido cada vez mais difícil. Na enquete deste mês (
http://www.minhamotonova.com.br/) perguntamos ao internauta se ele faria seguro de sua motocicleta. O resultado: 62% das pessoas que participaram optaram pelo sim – fariam seguro da motocicleta. 

Mas, dados oficiais apontam que apenas 2% dos modelos que circulam no Brasil estão assegurados.  Então, o que se presume é que a vontade de fazer seguro é grande, entretanto o valor das apólices não é considerado acessível pelo grande parte dos motociclistas.

Segundo dados estatístico do  Departamento de Trânsito do Paraná, a frota de motos em Curitiba, no período de um ano – maio de 2009 à maio de 2010 - cresceu 4,9%.  Na prática, 5 mil motos estão nas ruas da cidade em relação ao mesmo período do ano passado.

Outro dado importante a ser levado em consideração é o índice de roubo das motos  em geral de 4 a 5 vezes maior do que os de carros.

Segundo Gerson de Souza, da seguradora Meu Seguro, o alto valor das apólices é gerada pelo alto risco que a motocicleta oferece, tanto na questão de acidentes, como de roubo. “O preço do seguro depende, principalmente, da probabilidade de sinistro. O seguro é, então, tanto mais caro quanto maior o risco”.

Valeria a pena segurar a motocicleta?
Para Alcir João Pissetti, que possui motos a longa data e não deixa de segurá-las, o seguro é um item imprescindível. “O seguro para o padrão da minha moto – uma Bandit – sai em torno de R$4.000,00 anuais. Apesar de ser muito caro, o medo de ser assaltado é muito maior. Para mim, vale a pena pagar o seguro”.

Eduardo Pereira, que é sócio-proprietário da Força Livre Motorsport, acredita que as seguradoras estão tomando como base e referência os valores de São Paulo, pois o perigo de São Paulo estaria sendo refletido no sul do Brasil, inflacionando os valores das apólices.

E Eduardo não estava errado. Mônica Frediani, do Bradesco Auto/RE, garante que os riscos de São Paulo e do Rio de Janeiro alteram os valores para os consumidores finais do seguro nas grandes capitais, incluindo Curitiba. Mônica expõe uma vantagem para os donos de Harleys: “As Harleys, estatisticamente falando não dão sinistro. Então, a empresa Harley Davidson fez uma parceria com o Bradesco Auto RE, que colabora na diminuição do valor final da apólice”.

Janete Bonfim, da seguradora Servopa Motos, relata que um dos principais fatores que encarecem o valor do seguro é o perfil do usuário. Os modelos mais segurados, segundo Janete, são as motos esportivas, como CB 300 Honda e CB Hornet 600, por serem moto visadas.

Aline Rakko Dietz e seu marido Karl Dietz possuem duas motos, uma Shadow e uma XTZ 250, e as utilizam apenas para passeio. “Para nós os seguros das motos ficou inviável, pois já pagamos o seguro de um carro. Como usamos as motos algumas vezes na semana, preferimos não pagar o seguro, no entanto passamos a cuidar mais delas. Um dos cuidados mais frequentes que tomamos é nunca deixar as motos estacionadas na rua e sim em estacionamento fechados. Já em casa, a guardamos em uma garagem fechada”.


Fonte: Minha Moto Nova/Nicoli Mazzarolo
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